Quem sou eu

Sempre gostei de escrever pra desabafar, então este é o objetivo maior deste blog. Sou carioca, amo o sol e o mar. A natureza me faz sentir viva e perto de Deus. Além dela, são meus amigos, a coisa mais valiosa que possuo. Sou jornalista e gosto muito mesmo de cantar. Recentemente, estou apaixonada pela ioga e suas posturas restauradoras. Tenho sonhos a realizar, frustações para lidar, hábitos para modificar e muitas praias a explorar - não apenas no sentido literário da palavra - e muito amor no coração (É o que me salva). Namastê!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Algumas canções

"Alguém cantando" - Caetano Veloso

Linda, ingênua e perfeita para quem gosta de música

"Muito romântico" - pérola pop do mestre Caê, feita sob encomenda para o Rei Roberto Carlos. Quem não conhece, vale a pena ouvir. A letra é poesia pura.

"Vivo per lei" - Intérpretes: Andrea Bocelli e Sandy (aos 13) - a música da música
Sensacional

"Gracias a la vida" - Nas vozes de Mercedez Sosa e Joan Baez

Exaltação à vida. Ótima para ouvir nos momentos de deprê... Só a primeira frase já diz tudo: "Gracias a la vida, que me ha dado tanto, que me ha dado el riso e me ha dado el pranto..."
Precisa dizer mais?

"Meu tempo é hoje" - Do mestre Paulinho da Viola

"Não existe amanhã pra mim...." falou e disse, Paulinho.

"A batucada dos nossos tantãs" - Clássico do samba
Um ode à alegria!!! Sem comentários.

"Odara" - Caetano, totalmente Odara.

Noutras palavras sou muito romântica

"É verdade. O amor é brega.

Escovando os dentes de manhã

Na janela

O amor é brega...

Eu quero um", já dizia Cazuza.


Uma de minhas praias é o romantismo. Durante muito tempo, não me considerava romântica. Na minha cabeça, eu era pragmática: queria um namorado e ponto. O mesmo que todas as pessoas da minha idade desejavam, pensava. Chegava mesmo a achar ridículo casais que não conseguiam desligar o telefone.

- Ah, amor, desliga você primeiro!

- Não, eu só desligo depois de você, amor. (Nossa! Como isso me parecia meloso.)

Até que tive meu primeiro amor e descobri esta característica minha. Sim, realizei também que ser romântica não é qualidade nem defeito, é apenas uma característica. Há inúmeras pessoas que são extremamente amorosas e não são românticas. Daí que, na minha opinião (sem querer tirar o mérito do meu querido Cazuza), não é o amor que é brega, o romantismo que é. Que faz a nossa classe (a dos românticos) escrever bilhetinhos diários para o amado, copiar letras de música e de poesia para presentear nossos amores, tentar aprender a cozinhar (mesmo que a gente não tenha o menor interesse) só para preparar um jantar romântico e gostar de comédias românticas, cheias de clichês, e com roteiros altamente previsíveis.

Acho que todos os românticos quando se descobrem assim se sentem um pouco frágeis e vulneráveis. Até então, era como se tivéssemos um escudo que não nos permitia sucumbir a essas emoções "menores". Atenção, eu não estou falando do amor, esse sentimento universal e sublime. Falo do romântico, do cafona... Li, em algum lugar, que os românticos são aqueles que amam o amor. Concordo. Dizem as boas línguas que o amor verdadeiro é altruísta, quer o bem do ser amado. Já os românticos tendem mais pro egoísmo. Amam mais o amor do que o objeto amado.

O romântico é aquele sujeito que se considera culto, fã de Borges, Saramago e Guimarães Rosa, apreciador da obra de Tom Jobim e Chico Buarque e que, um belo dia, se pega ouvindo "Um Dia de Domingo", na voz de Tim Maia e começa a teorizar sobre a profundidade dos versos de Sullivan e Massadas (só pra lembrar: eles são compositores de nove entre dez hits do pop-brega brasileiro, incluindo os maiores sucessos de Sandy e Junior).
De repente, essa música traduz todos os seus sentimentos e é como se os textos mais rebuscados perdessem importância para verdades como: "Eu preciso te falar/Te encontrar de qualquer jeito/Prá sentar e conversar/Depois andar de encontro ao vento/Eu preciso respirar o mesmo ar que te rodeia/E na pele quero ter o mesmo sol que te bronzeia... Faz de conta que ainda é cedo/Tudo vai ficar por conta da emoção/Faz de conta que ainda é cedo/E deixar falar a voz do coração".
Frases como: "sinto como se meu coração tivesse sido flechado e fez com que eu ficasse enfeitiçada por você" passam a fazer sentido. Acreditem, eu mesma já cheguei a escrevê-la, em um dos meus bilhetes românticos. Faz parte.

Uma das minhas observações recentes sobre o tema é que o romantismo independe da pessoa com a qual estamos nos relacionando. Uma vez romântica, você será sempre romântica. Por isso, o lance é não se grilar caso um relacionamento termine ou aquele flerte não dê certo. Você vai se acabar de chorar, se trancar no quarto por dias ouvindo as mais românticas e "profundas" canções e realmente vai doer muuuuuuuito. Parece que o mundo acabou um pouquinho.
Mas com o tempo - que cura tudo - aparecerá outro na sua vida e você poderá voltar a exercer sua veia romântica, enchendo de flores, cartões e presentinhos o ser amado, imaginando passeios de mão dada, decorando poemas de amor e frases bonitas... Aceite sua natureza e seja feliz.

Namastê!

Catarse = blog

Sempre fui meio contra a Internet. Não que não fosse usuária desde o início para trabalho, pesquisas e e-mail. Mas a quantidade infinita de informações com que esse "avanço" pode nos bombardear, a idéia de entrar num chat e conversar com estranhos, tudo isso me apavorava. Inclusive, já foi provado cientificamente que excesso de informação faz mal à saúde mental. Gente, variedade de opções é uma coisa, mas o excesso de opções é loucura! A idéia de blog, então.... me parecia extremamente estúpida. Na minha cabeça era o seguinte: uma pessoa (famosa ou anônima) escreve sobre sua vida ou sobre fatos que considera relevantes e coloca na rede para o mundo inteiro ver???? Pra quê, por quê? Não basta o velho e conhecido diário? A resposta é NÃO. Não basta. A sensação de fazer um "post" e dar o "send" gera um alívio semelhante ao da catarse. De repente, aquilo tudo que estava dentro de você - idéias, pensamentos não te pertencem mais (o que me faz lembrar aquele bordão maravilhoso: "Isso não te pertence mais!"), não são mais de foro íntimo. Passou para o domínio público. E isso traz paz. Pelo menos, para mim. Fiz este blog há poucos dias, e, apenas ontem, enviei o endereço aos meus amigos e conhecidos. Mas mesmo que ninguém leia o que escrevo ou que ninguém poste nenhum comentário a respeito, me sacio com a sensação libertadora de "soltar os bichos", mandar um pouco de mim pro universo, como se enviasse minhas palavras pra bem alto. Lá onde vivem as estrelas. Ou como soltar uma pipa planejada por você, só sua, pensada por você. Mas que quando é lançada ao vento, não se sabe pra onde vai. E o melhor de tudo é não saber... Namastê! (Ah, para não parecer esnobe, pra quem não sabe namastê é a saudação indiana de paz!)